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A ideia do filtro criado pela Climeworks não é estimular a produção de dióxido de carbono, mas aproveitar a poluição que já existe de maneira inteligente.
A expressão “matar dois coelhos com uma cajadada só” parece ter sido feita sob medida para essa tecnologia desenvolvida pela suíça Climeworks: ao retirar dióxido de carbono da atmosfera, o equipamento desenvolvido pela empresa também produz energia que pode ser aproveitada como combustível de veículos e na produção de bebidas, por exemplo.
A tecnologia funciona da seguinte maneira: um aparelho chamado Direct Air Capture (Captura Direta do Ar, em português) suga o ar pra dentro de uma turbina que possui um filtro em seu interior. O filtro deixa passar todas as moléculas presentes no ar, menos as de dióxido de carbono, que são retidas e absorvidas. O ar que sai da unidade está muito mais puro que o ar que entrou, o que, por si só, já seria um avanço e tanto.
Depois disso, o filtro, repleto de dióxido de carbono, é aquecido a 95°C, fazendo com que novamente as moléculas sejam liberadas e coletadas, criando um gás que é praticamente dióxido de carbono puro e pode servir como uma matéria-prima bastante útil: a montadora alemã Audi, por exemplo, é parceira da Climeworks nesse projeto e quer usar esse dióxido de carbono sobressalente no seu projeto de e-fuels, o programa de energia renovável da empresa que utiliza apenas quatro elementos para produzir energia: água, luz solar, micro-organismos unicelulares e dióxido de carbono. Esse gás rico em CO2 também pode ser utilizado na fabricação de refrigerantes e no cultivo de plantas em estufas comerciais.
Outro diferencial desses filtros é a versatilidade que eles apresentam: o dispositivo pode funcionar de maneira independente ou ser acoplado à uma indústria já existente, aproveitando o seu calor residual para a etapa de aquecimento do filtro e captura do dióxido de carbono. A primeira indústria a operar com o sistema deve ser inaugurada em 2016.
Via: Revista Galileu